O Museu do Azulejo

Azulejo em fachada

O azulejo, é um ex-líbris de Portugal, que nos caracteriza e individualiza, não só pelos 500 anos da sua existência, como pela abundância, motivos pictóricos e diversidade do seu uso. Os primeiros azulejos, hispano-mouriscos, foram importados de Sevilha por D. Manuel I, ler aqui um exemplo em Azulejos – Clube do Património, enriquecidos pelos artistas de Flandres e Itália, como também pelos mestres Holandeses (o azul vem daqui), sendo que a partir do séc. XVIII, Portugal vai ter a sua própria produção para a feitura de grandes painéis e irá ganhar uma expressividade e decoração únicas que se distinguirá dos demais Países. Vai ser aplicado em painéis de paredes interiores e exteriores de Palácios, Conventos e Igrejas, até ser adotado a partir do séc. XIX, no revestimento de fachadas urbanas, pela sua durabilidade, impermeabilização e beleza. Nas ultimas décadas, assistimos à sua desvalorização como material de revestimento, ao vandalismo e degradação do existente, mas, por outro lado, foi revalorizado pela arte plástica, em grandes edifícios públicos, murais, etc.

Podem ver aqui a cronologia do azulejo português e uma publicação com fotos de azulejaria pelo Museu

Graças a João Miguel Santos Simões, historiador de arte e grande estudioso da arte do azulejo, com livros publicados sobre o assunto, tendo sido o impulsionador, através da Fundação Calouste Gulbenkian (1957), de uma brigada de estudiosos, com o objetivo de fazer o levantamento do nosso património da arte de azulejar, o azulejo foi devidamente valorizado como um impar património artístico português. Também a ele se deve a inspiração para a criação do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, no antigo Convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor. Nomes a reter do séc. XX, pela sua importância na renovação desta arte : Jorge Colaço (1868-1942), Rafael Bordalo Pinheiro (1847-1905), Jorge Barradas (1894-1971), Júlio Resende (n. 1917-2011), Júlio Pomar (n. 1926-2018), Sá Nogueira (n. 1921-2002), Maria Keil (n. 1914-2012), Eduardo Nery (n. 1938-2013), João Abel Manta (n. 1928), Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), Querubim Lapa (n. 1925-2016), Joaquim Rodrigo (1912-1997), Pedro Cabrita Reis (n. 1956), Pedro Casqueiro (n. 1959), Jorge Martins (n. 1940), Costa Pinheiro (n. 1932-2015), Graça Pereira Coutinho (n. 1944), Ilda David (n. 1955) e Fernanda Fragateiro (n. 1962),

Algumas Imagens do Museu Nacional do Azulejo:

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JÁ ESTOU NOS 60, SOU DO REINO DOS ALGARVES, HIPER SENSÍVEL ÀS AFRONTAS URBANÍSTICAS E SOCIAIS  E FAÇO HEMODIALISE 3 X SEMANA

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