Já pensou? _ Migração e Xenofobia

Polónia aprovou uma alteração à lei nacional sobre os estrangeiros que legaliza a expulsão nas suas fronteiras e permite ignorar um pedido de asilo feito após uma travessia ilegal.

O parlamento também deu luz verde ao projeto governamental de construir um muro para impedir os migrantes de atravessarem a fronteira, um projeto estimado em 353 milhões de euros.

Euronews.com
Manifestação em Madrid pelos direitos das pessoas migrantes
Demonstration in Madrid for the rights of migrants / Manifestação em Madrid pelos direitos das pessoas migrantes

A ciência poderá ter encontrado a cura para a maioria dos males, mas não achou ainda o remédio para o pior de todos: a apatia dos seres humanos.

Helen Keller

Hoje xenófago, amanhã emigrante ou refugiado?

Com a certeza das gravíssimas alterações climáticas e suas consequências, como o aumento de temperatura, parece que, mais agravado na Peninsula Ibérica, subida do nível do mar, incêndios, desertificação, tempestades, tsunamis, e outros fenómenos devastadores previstos, que irão provocar fome e guerra, poderemos ter um fluxo de migração, agora dos países Europeus, Estados Unidos, quem sabe, em sentido inverso? ou pela certa, dos países, que recusam o apoio aos refugiados atualmente, tornarem-se eles próprios refugiados?

Foram homens, não países, que mais ajudaram e arriscaram tudo, pelos outros, pelos refugiados, pelos perseguidos. E também organizações de voluntários e quantos heróis anónimos.

Eis alguns desses heróis, a maior parte deles, só muitos anos depois, seriam homenageados.

não podia eu fazer diferenças de nacionalidades, visto obedecer a razões de humanidade que não distinguem raças nem nacionalidades

Defesa de Aristides de Sousa Mendes, que salvou 30 mil judeus, em total desobediência às ordens de Salazar

O que há para dizer? Eles são meus amigos. Eu faria de novo e de novo, pois odeio crueldade e intolerância

Oskar Shindler, empresário que salvou 1200 judeus, na Polónia, empregando-os na sua fábrica, através de subornos sucessivos aos oficiais nazis, impedindo assim, que fossem parar aos campos de concentração nazi.

“Nossa ideologia era apenas para defender a democracia e não acho que se trata de corrigir a política através de golpes militares, impor uma ordem marcial para mudar as coisas”,

Tapani Brotherus, diplomata finlandês, no Chile, salvou cerca de 2500 chilenos, sempre em segredo, a maioria para a RDA, pois a maior parte dos países, não aceitava refugiados chilenos, para não contrariar os EUA, que apoiou o golpe de estado de Pinochet.

Chiune Sugihara, diplomata japonês, que, tal como Aristides de Sousa, salvou mais de 6 mil judeus, na Lituânia, para onde os refugiados polacos, se dirigiram, depois da ocupação nazi da Polónia. Desobedecendo às ordens dos superiores japoneses, passou vistos durante dias e dias sem dormir. Mesmo depois de transferido, continuou a passar, mesmo à mão, e ainda no comboio, até este partir.

Só em 1969, através do relato de um judeu, salvo por ele, o mundo conheceu a sua história. E apenas em 1985, ele foi declarado justo entre as nações

Cornelia Arnolda Johanna ten Boom, foi uma escritora e resistente holandesa que ajudou a salvar a vida de muitos judeus ao escondê-los dos nazistas durante a II Guerra Mundial. Ten Boom registrou sua autobiografia no livro O Refúgio Secreto, que posteriormente foi adaptado para o cinema em um filme com o mesmo nome. Em dezembro de 1967, Ten Boom foi honrada com a inclusão de seu nome nos “Justos entre as Nações” pelo Estado de Israel.

Em 1944, os alemães prenderam toda a família, acabando por ir parar a campos de concentração, onde morreram, o seu pai e irmã.

Tenente da Guarda Fiscal António Seixas, colocado na região fronteiriça do concelho de Barrancos, que recebeu cerca de 800 refugiados espanhóis, durante a Guerra Civil Espanhola, alguns deles intelectuais e politicos, que seriam fuzilados, se fossem repatriados. Com a sua ação, em várias situações de perigo para os refugiados, em que sempre os tentou ajudar, tendo mesmo pago do próprio bolso o transporte para Lisboa, de onde partiriam para França e outros destinos.

O tenente António Augusto de Seixas foi acusado de traição por ter protegido um número de refugiados superior ao estabelecido, tendo sido condenado a sessenta dias de prisão no Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas.

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