A (má) influência dos campeões

Go Vegan, imagem Pixabay
Go Vegan, imagem Pixabay

O tenista sérvio, campeão mundial, Novak Djokovic, é vegan. pratica jejum intermitente, defensor da medicina holística, dos direitos dos animais. E é anti-vacinas.

Recentemente foi repatriado da Austrália, onde decorria o Open, por ter mentido, afirmando estar vacinado e não fazendo a quarentena obrigatória.

Também se tornou proprietário de vários restaurantes vegans no seu país.

Conheço algumas pessoas que, através de transformação energética, através do poder da oração, através do poder da gratidão, conseguiram transformar os alimentos mais tóxicos, ou talvez a água mais poluída, na água mais curativa, porque a água reage. Cientistas provaram em experimentos que moléculas na água reagem às nossas emoções e ao que foi dito

Diário de Notícias

Em relação ao veganismo, apesar de achar absurda a rejeição dos ovos e do leite, visto que, por si só não implica violentação ou morte dos animais, considerava esta moda, ou modus vivendi, uma opção benéfica para os animais e para a Terra. Menos poluição, menor desmatação, melhor bem-estar animal. Tudo bem.

Sabemos a influência dos super desportistas, das superstars da música e do cinema e até da literatura, que têm sobre as pessoas, desde o penteado até ao mais avidamente seguido, as suas dietas.

Quando alguma destas figuras, se transformam em negacionistas da ciência mais óbvia e comprovada, como neste caso, em relação às vacinas, o caso torna-se bastante grave, perigoso.

Lembro-me também do músico Eric Clapton, que tanto admiro, mas que furiosamente tem sido um porta-estandarte da anti-vacina, inclusive compôs uma canção com esse mote. Eu, nem vou citar aqui as suas razões, porque alguém ainda vai acreditar.

Também, temos outro caso do rapper inglês, Marcus Birks, propagandista da anti-vacina, convencido de que a sua vida desportista lhe daria imunidade, veio a morrer de covid-19, em 2021, tendo dado uma entrevista à BBC, já no Hospital, onde se arrependia, afirmando sentir-se “chocado” com os efeitos da covid-19. E contou para a BBC que, a partir de agora, aconselharia as pessoas a tomarem a vacina.  “Quando você sente que não consegue respirar o suficiente, é a sensação mais assustadora do mundo. Eu meio que era ignorante sobre isso e apenas adiei. A primeira coisa que direi a toda a minha família e a todos que eu vir é ‘tomem a vacina. E assim que eu conseguir, com certeza o farei.” fonte : Correio Braziliense

Como disse o nosso cantor Antonio Manuel Ribeiro, em entrevista ao Público ” Finalmente alguém com o peso de Neil Young vem dizer basta”, sobre o protesto de Neil Young ao Spotify, contra os podcasts do humorista Joe Rogan, pela difusão de mentiras sobre o covd-19 e contra a vacinação. O resultado foi a expulsão de Neil Young da plataforma Spotify !?

Não leem os jornais? Não se informam? Não sabem que são responsáveis, por influenciar perigosamente milhares de pessoas? Com base na vossa ignorância e soberba?

Não sabem que é precisamente o contrário, o que se espera que façam? Que mostrem a cara e deem a voz pelo bem?

Pela VERDADE?

2 pensamentos sobre “A (má) influência dos campeões

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